«Vós sois um espectáculo»


Se eu disser que 50 mil crianças, entre as mais de 250 mil pessoas, estiveram presentes no Santuário de Fátima no passado dia 10 de Junho, digo-o com muita alegria. Mas se eu disser que, dessas 50 mil crianças, uma 'pequenina' parcela correspondia ao nosso grupo de catequese, aí digo-o com mais alegria ainda... até mesmo com um bocadinho de orgulho. Sem me envaidecer, claro!
Pois é, foi com essa alegria que embarcamos nesta aventura de estarmos presentes num grande momento como este – a Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima. 
O dia começou bem cedo e muito nos prometia ainda. Lançá-mo-nos à estrada, cheios de expectativas de como correria. 
A viagem, apesar de demorada, foi bem animada. Entre canções e brincadeiras o tempo foi-se preenchendo e foi também nos preenchendo por dentro até à tão desejada chegada junto de Nossa Senhora. 
Embora com algum atraso lá fomos nós ao encontro das outras crianças ali presentes para, juntos, celebrarmos a festa da Eucaristia, o auge desta peregrinação. 
Entre os vários momentos desta celebração destaco aqui as palavras de D. António Francisco, bispo de Aveiro, que presidia essa mesma celebração, em que nos dizia: «Nossa Senhora falou muito de Jesus a Lúcia, Jacinta e Francisco e ensinou estes três pastorinhos, crianças da vossa idade, a serem amiguitos de Jesus”. Assim como nós temos vindo a aprender nesta caminhada que fazemos na catequese, com a ajuda de cada catequista - aprender a sermos amiguitos de Jesus.


Como sabem, o tema desta peregrinação (“Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro”) baseou-se nas três aparições do anjo, em que o mesmo ensina àquelas três crianças as conhecidas orações: “Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos…” e “Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo…”. 
D. António Francisco sublinhava a importância de rezarmos estas orações, e que, diz ele ainda, “Adorar a Deus, é dizer a Deus o que sentimos no nosso coração. Como quando damos um beijinho aos nossos pais e eles sabem o amor que sentimos por eles. Nós adoramos a Deus, quando, ao acordarmos, saudamos os nossos pais, os nossos irmãos e depois, ao longo do dia, as outras pessoas" e mais, "adoramos a Deus quando sorrimos e dizemos bem de alguém, quando no nosso coração pensamos ou dizemos que gostamos muito de Deus, quando na escola estamos com atenção e fazemos os trabalhos bem-feitos, quando não estragamos a água e as plantas, quando participamos na catequese, quando rezamos, quando convidamos os nossos pais a rezar connosco”, sublinha. 

«Vós sois um espectáculo», diz-nos por fim D. António Marto, e foi com essa certeza, com essa forte afirmação, que voltamos para as nossas vidas. Frase que parece ‘banal’ mas que carrega muito significado, principalmente para quem esteve ali presente.


Sermos estes ‘amiguitos’ de Jesus é desafiarmos as provocações mundanas e vivermos na radicalidade, isto é, na raiz da nossa fé, que é Jesus. Nada mais importa. Se vivermos essa radicalidade estamos a ser ‘um espectáculo’ e a viver as nossas vidas de uma forma espectacular. 
Que este dia e tudo o que foi vivido, seja como que uma prancha que nos lança para ‘mares mais profundos’ e nos ajude a deixar a superfície, a superficialidade da fé.

Para concluir, o nosso dia compôs-se com a visita à Pia do Urso, a 6 km do Santuário, onde almoçamos. Espaço onde as crianças podiam explorar as várias actividades presentes num percurso estabelecido. Local interessante para passar um bom tempo em família.
Pelas 16h00m regressamos a Rendufinho onde chegamos pelas 20h00m, a hora prevista.



Natália Matos, catequista
Junho 2011



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