Arco-íris


Há um fenómeno da natureza que desperta de modo muito especial a curiosidade das crianças. Fá-las questionar a sua existência, a sua vinda! Como se forma? Por que se forma? Para que serve? “O que está atrás do Arco-íris?” Eis uma das muitas questões que nos lançam, sob a forma de uma linguagem mais natural, e eis as dúvidas com as quais nos deparamos para lhes dar resposta. E como vivemos para ajudar as nossas crianças a desenvolverem as suas múltiplas capacidades de uma forma potencial, atendendo à verdade, procuramos na literatura científica uma explicação para lhes darmos respostas, e assim as apoiarmos na sua procura incansável de dar sentido ao que vêem. 

Há, em paralelo, um sentimento de que na natureza acontecem fenómenos que evocam de modo muito especial o seu Criador. Sejam eles a bruma da manhã, a força de um trovão, o brilho dos primeiros raios de sol… seja a beleza do tal Arco-íris. Este, que tantas dúvidas levanta aos mais pequeninos, toca nos Céus e na Terra e por isso apresenta-se como um maravilhoso símbolo de Aliança de Deus com o Homem. É assim que nos é apresentado pelo Génesis: “E Deus disse: ‘Eis o Sinal da Aliança que Eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras: Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da Aliança entre Mim e a Terra. Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da Terra, o meu arco aparecerá nas nuvens, e Me lembrarei da Aliança que fiz convosco e com todo o ser vivo de toda a espécie’.” (Gn 9, 12-15). A engrandecer ainda mais este intangível fenómeno lemos do padre Thiébaud as seguintes palavras: “ Quando, depois de uma tempestade, percebemos o Arco-íris baixando das nuvens sobre a Terra, não podemos impedir-nos de admirar esse belo manto, tecido com as sete cores primitivas, verdadeiro símbolo de misericórdia. Mas, o esplendor desse fenómeno logo se eclipsa em presença de Maria, no qual os sete Dons do Espírito Santo refugiram com tanta magnificência.” (in Arautos do Evangelho, 2009:51) E, para terminar fica a revelação da própria Virgem a Santa Brígida: “ Este Arco-íris, sou Eu mesma que, por minhas preces, abaixo-Me e Me debruço sobre os bons e os maus habitantes da Terra. Inclino-me sobre os bons para ajudá-los a permanecerem fiéis e devotos na observância dos preceitos da Igreja; e sobre os maus, para impedi-los de irem adiante na sua malícia e se tornarem piores.” (idem, ibidem). 

A verdade assume proporções imensas! Falar nela às nossas crianças é uma tarefa necessária.

Ana Dias
Julho 2011


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