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Keblinger

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As férias estão aí!

| 23 julho 2011

A Igreja de Cristo manifesta-se nas pessoas, sejam elas de que idade forem. Mas há uma manifestação que sobressai pela sua intensidade. É manifestação que se dá nos mais pequeninos. Sendo pessoas, são Crianças. A Igreja de Cristo manifesta-se, portanto, de modo particular nas Crianças. Não é preciso ir mais longe, lembremo-nos dos ecos que as suas vozes fazem quando cantam hinos de louvor a Deus, nas missas pensadas para elas, e vividas de modo particular por elas. Que belas vozes. Que lindas harmonias. 

Os nossos pequeninos têm graças infinitas, nalguns mais visíveis do que noutros, é certo, mas as graças estão com eles. Atrever-me-ia a dizer que por detrás de uma Criança cheia de graça, há pais com graças a agradecer. Ou dito de outra maneira, por detrás de uma grande Criança, há certamente uns pais com um P grande. Pais que, num mundo tão turbulento, repleto de felicidades fáceis, não medem esforços para ajudar os seus filhos a distinguir, a escolher, a apartar o essencial do acessório. Não é fácil. Enquanto pais debatemo-nos com as dúvidas de cada dia, com os problemas, mas ao mesmo tempo com a ideia convicta de que os nossos actos são tidos como exemplo por aqueles que, vivendo em sociedade, aprendem socializando-se com os agentes do seu microssistema. 

Agora que o tempo é de férias deixemo-las viver, no mais profundo sentido da palavra, mas com o nosso apoio, presença, e supervisão. O Diálogo é um bem necessário para a relação com o outro, e saber dialogar é um bom ensinamento que damos aos nossos filhos. Os tempos passados ao ar livre, com todas as atividades que nos permitem, fazem-lhes (fazem-nos) muito bem. Desde escutar os sons da natureza, a observar as ondulações das montanhas, ou a admirar o correr das nuvens ou os raios quentes do sol, tudo nos oferece um momento particular para contemplar, de modo prazeroso, a criação do nosso Pai. E as Crianças gostam disso. Muitas estão na idade dos porquês. Que bela forma de, ao mesmo tempo que estimulamos o seu pensamento e imaginação, darmos um sentido especial à sua vida. São de aproveitar estes momentos, tais são as suas potencialidades para a aprendizagem, para a vida. E já agora, será que alguma das nossas crianças já viu o primeiro raio de sol, pela manhã, projectado nos montes? Talvez esta seja ainda uma realidade que faça mais sentido nos belos livros de histórias que lhes contamos…


Uma réstia de responsabilidade também tornará estas férias mais vivida!. Ajudar os pais, os avós, os amigos, ter algumas tarefas para desenvolver durante o dia é um óptimo exercício para a formação de uma pessoa responsável. 
Fica ainda uma observação breve em relação ao tempo que as nossas Crianças passam em frente à televisão. Sendo o assunto bastante sério, o que é necessária é a nossa presença. Sabemos que a maior parte dos programas transbordam violência. Há estudos neste sentido. Não será má ideia acordar com os nosso filhos a programação a ser vista e o tempo dedicado a essa caixinha que invade os nosso lares e, não poucas vezes, nos tira tempo para coisas, deveras, mais importantes. Além disso, como não se pode controlar tudo, falar sobre o que se vê, comentar aqueles episódios que captam mais a atenção da criança, seja pela positiva seja pela negativa, pode ser produtivo, tanto para pais como para filhos. Trata-se de tentar explicar a existência das coisas! 

Eis um breve desabafo. Desabafo que vai ao encontro daquela mensagem sempre presente: “deixai vir a mim as criancinhas” (Lc 18,16). E para concluir, e já agora para facilitarmos essa ida, temos ainda como trunfo a oração, a ser vivida de diversas formas ao longo do dia. Pais, sejam originais e criativos quando rezam com os vossos filhos! Mas lembrem-se…rezem. 

Ana Dias


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