Peregrinação das Crianças a Fátima | 2013


No silêncio da manhã convergimos ao local da partida. De lancheiras nas mãos e mochilas às costas trocávamos saudações e sorrisos…Tínhamos uma caminhada pela frente até chegar ao refúgio do nosso dia. E foi muito em torno desse refúgio que fomos idealizando a nossa chegada. À medida que o dia ia aclarando conversamos… e as vozes das nossas crianças iam construindo o seu significado. Todos temos refúgios que nos protegem, que nos alentam, que nos consolam e nos abrigam. Associamos esses refúgios a momentos, a sentimentos, a pessoas. Muitas disseram que o seu refúgio era ter uma casa que as protegia do frio e da noite… Outras diziam que ter um refugio é muito importante para nos recolhermos quando estamos cansados ou tristes… E à medida que a avançávamos no tempo fomos concluindo que entre muitas coisas o refúgio reporta-nos também para bons momentos, boas relações, pessoas importantes. Falamos de Maria.


Já o sol estava à nascente, coberto pelo céu nublado, quando à nossa espera e de milhares de crianças de todo o país estava Nossa Senhora, representada por muitas pessoas que se dedicaram a preparar e organizar as dinâmicas para este dia. Foram muitas as experiências neste local sagrado. A multidão compunha uma tela de cores, ora com chapéus azuis, amarelos, brancos… placas informativas que testemunhavam a multiplicidade de regiões do nosso Portugal, saudações a Maria, a Jesus, a Deus, oferendas…
Da Basílica da Santíssima Trindade, terminada a apresentação de João de Carvalho sobre a história das aparições, os grupos organizavam-se em direção ao recinto, tentando encontrar um local bem pertinho do Altar. De  muitas memórias fica a mensagem que nos saudava, em letras bem grandes, e que introduzia o significado dado à peregrinação dos nossos pequenitos: Coração de Maria – Refúgio e Caminho. E durante a homilia, da voz de D. António Monteiro Ramos, bispo auxiliar de Braga, ecoavam palavras sobre Maria, o nosso Refúgio e Caminho de Jesus a Deus. 


A chuva conteve-se. Nas mãos trazíamos os lencinhos, recordação da peregrinação deste ano, que projetamos no céu para dizer o Adeus a Nossa Senhora. O recinto tinha-se vestido de branco… 
Com Maria no coração o dia foi terminando em comunidade, decorado com a partilha dos farnéis, de opiniões. As experiências foram harmonizadas com cantos ao som das violas… do parque das merendas até ao autocarro, onde as vozes não se cansavam de agradecer tudo o que tinham vivido e, certamente, registado no Coração.
Terminamos em oração … numa grande expetativa de nos voltarmos a encontrar para o ano. Pedimos a Maria para levar o nosso obrigado ao Pai enquanto ficávamos em seu regaço.  


Paula Pereira, catequista
Junho 2013



Fotos: José Lemos






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