Sagrado Lausperene em Stª Maria de Rendufinho | 2014


Neste fim-de-semana a nossa comunidade paroquial teve a oportunidade de viver mais intensamente o mistério eucarístico. O Sagrado Lausperene é vivido como momento forte de tomada de consciência do que é a Santíssima Eucaristia. Um momento privilegiado para todos nós reflectirmos sobre o dever de 'eucaristizarmos' a vida, vivendo-a em contínua ação de graças e colocando-a ao serviço dos outros. 
Nos dias 8 e 9 deste mês de Novembro foram dias em que nós, Catequese de Rendufinho, vivemos esta experiência mais intimamente.
Sábado, dia 8, o grupo da Catequese de Rendufinho, preparou um momento 'privilegiado' junto do Senhor que partilhamos no esquema que se segue.



Cântico - Senhor, aqui nos tendes

Senhor, aqui nos tendes
juntos para te amar.
Só Tu conheces e entendes
tudo o que temos p’ra dar:

Dor e pobreza, toda a alegria,
tanto sofrer e a paz,
que a vida oferece e cria,
que a vida leva e traz.

Ó Cristo, de braços cansados,
sem ti, Senhor, que seria,
a tormenta dos pecados
e o medo da manhã fria.

Então, faz de nós, ó Deus,
teu repouso e morada,
e o amor dos que são teus
torne a terra abençoada.
Faz ó Deus…


Silêncio

[Leitor 1 – música ambiente] 
Creio, meu Deus, que estou diante de Vós, que me vedes e escutais as minhas orações.
Vós sois todo poderoso e todo santo: eu Vos adoro.
Vós me destes tudo: eu Vos agradeço.
Vós fostes gravemente ofendido por mim: de todo o coração Vos peço perdão.
Vós sois todo misericordioso: eu Vos peço todas as graças de que necessito, segundo a vossa vontade.

Beato Tiago Alberione


Pausa
Jesus, Vós sois o Caminho que devo seguir, o modelo perfeito que devo imitar.
Quando chegar ao Juízo final, quero ser encontrado semelhante a Vós.
Ó divino modelo de humildade e de obediência, fazei-me semelhante a Vós.
Ó exemplo perfeito de mortificação e de pureza, fazei-me semelhante a Vós.
Ó modelo de caridade e de zelo ardente, fazei-me semelhante a Vós.
Beato Tiago Alberione


Silêncio

[Leitor 2 – música ambiente] 
Salmo 22

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
   Leva-me a descansar em verdes prados 
conduz-me às águas refrescantes.
   e Reconforta a minha alma

Ele me guia por sendas direitas, 
   por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
   não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
    vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

Para mim, preparais a mesa 
   à vista dos meus adversários;
Com óleo me perfumais a cabeça;
   e o meu cálice transborda.

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
   todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
   para todo o sempre.

Pausa

[Leitor 3] 
Salmo 41

Como suspira o veado pelas correntes das águas,
   assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:
   Quando irei contemplar a face de Deus?

Dia e noite as lágrimas são o meu pão
   enquanto me repetem todo o dia:
   «Onde está o teu Deus?».

A minha alma estremece ao recordar
   quando passava em cortejo para o templo do Senhor,
entre as vozes de louvor e de alegria
   da multidão em festa.

Porque estás triste, minha alma, e desfaleces?
   Espera em Deus: ainda O hei-de louvar,
   meu Salvador e meu Deus.

A minha alma está desolada:
  no vale do Jordão, e do Hermon e no pequeno monte
me lembro de Vós.
   Abismo atrai abismo no fragor das águas revoltas;
vossas torrentes e vagas passaram sobre mim.

De dia, mande-me o Senhor a sua graça;
   de noite, canto e rezo ao Deus da minha vida.

Digo a Deus: Sois o meu protector,
   porque Vos esqueceis de mim?
Porque hei-de andar triste, sob a opressão do inimigo?
   Quebram-se meus ossos, quando os inimigos me insultam,
   ao repetirem todo o dia: «Onde está o teu Deus?».

Porque estás triste, minha alma, e desfaleces?
   Espera em Deus: ainda O hei-de louvar,
   meu Salvador e meu Deus.


Silêncio

Cântico - Hóstia Divina

Sabeis Senhor, minha vileza extrema
De horror não tendes, de até mim descer!
Hóstia Divina, aspiração suprema
Vinde à minh’alma, que abraçar Vos quer. (bis)

Se eu neste abraço, oh meu Jesus, pudesse
Morrer de amor, morrer de puro amor
Ouvi, meu Deus, a minha ardente prece
Oh, vinde a mim, oh, vinde a mim, Senhor! (bis)

Stª Teresinha do Menino Jesus



Silêncio

[Leitor 4]
Catequese do Papa Francisco sobre a Eucaristia

A Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação cristã», juntamente com o Batismo e a Confirmação, constituindo a nascente da própria vida da Igreja. Com efeito, é deste Sacramento do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de testemunho.
O que vemos quando nos congregamos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha, e isto faz-nos pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, a qual indica que naquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa encontra-se o ambão, ou seja o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que ali nos reunimos para ouvir o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e portanto o alimento que recebemos é também a sua Palavra.

Na Missa, Palavra e Pão tornam-se uma coisa só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que Ele tinha realizado, se condensaram no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antecipação do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: «Tomai e comei, isto é o meu corpo... Tomai e bebei, isto é o meu sangue».

O gesto levado a cabo por Jesus na Última Ceia é a extrema ação de graças ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. Em grego, «ação de graças» diz-se «eucaristia». É por isso que o Sacramento se chama Eucaristia: é a suprema ação de graças ao Pai, o qual nos amou a tal ponto que nos ofereceu o seu Filho por amor. Eis por que motivo o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é de Deus e ao mesmo tempo do homem, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Por conseguinte, a celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é precisamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério fulcral da salvação. «Memorial» não significa apenas uma recordação, uma simples lembrança, mas quer dizer que cada vez que nós celebramos este Sacramento participamos no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A Eucaristia constitui o apogeu da obra de salvação de Deus: com efeito, fazendo-se pão partido para nós, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua misericórdia e todo o seu amor, a ponto de renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso próprio modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos. É por isso que geralmente, quando nos aproximamos deste Sacramento, dizemos que «recebemos a Comunhão», que «fazemos a Comunhão»: isto significa que, no poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística nos conforma com Cristo de modo singular e profundo, levando-nos a prelibar desde já a plena comunhão com o Pai, que caracterizará o banquete celestial, onde juntamente com todos os Santos teremos a felicidade de contemplar Deus face a face.

Estimados amigos, nunca daremos suficientemente graças ao Senhor pela dádiva que nos concedeu através da Eucaristia! Trata-se de um dom deveras grandioso e por isso é tão importante ir à Missa aos domingos. Ir à Missa não só para rezar, mas para receber a Comunhão, o pão que é o corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa e nos une ao Pai. É bom fazer isto! E todos os domingos vamos à Missa, porque é precisamente o dia da Ressurreição do Senhor. É por isso que o Domingo é tão importante para nós! E com a Eucaristia sentimos esta pertença precisamente à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca compreenderemos todo o seu valor e toda a sua riqueza. Então, peçamos-lhe que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a plasmar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o Coração do Pai. E fazemos isto durante a vida inteira, mas começamos a fazê-lo no dia da nossa primeira Comunhão. É importante que as crianças se preparem bem para a primeira Comunhão e que cada criança a faça, pois trata-se do primeiro passo desta pertença forte a Jesus Cristo, depois do Batismo e do Crisma.


Silêncio

[Leitor 1 – música ambiente]
A Vós me entrego, Deus de amor, e Vos amo acima de todas as coisas. Entrego-Vos os meus afectos, bondade infinita, porque só Vós mereceis todo o amor, porque me acolheis de novo, apesar dos meus pecados e da minha ingratidão, por ter sido infiel às vossas inspirações. Peço mil vezes perdão por isto e lamento profundamente os meus desvios.
Ó Sumo Bem, eu Vos ofereço o meu coração, tão frio e vazio de Vós, para que o inundeis com a vossa luz e o incendieis com o vosso fogo.
Santo Afonso de Ligório


Silêncio

Cântico - Hino da Caridade


1. Ainda que eu fale a língua dos anjos,
se não amo os meus irmãos
sou como um sino a ressoar.

Se não tiver em mim a caridade. (3x)

2. Se eu conhecer todos os mistérios,
mas não amo os meus irmãos
sou um metal a ressoar.

3. Se a minha fé transpuser montanhas,
mas esqueço os meus irmãos
nada me vale, eu nada sou.

4. A caridade tudo sofre e crê,
tudo espera, tudo suporta,
não pensa mal, nunca se irrita.

Se não tiver amor eu não sou nada. (3x)

5. Agora vemos como num espelho,
mas depois vemos face a face,
agora a fé, agora a esp'rança.

Mas a maior é sempre a caridade. (3x)


Silêncio

Cântico - Pai eu te adoro

Pai eu Te adoro, Te ofereço a minha vida.
Como eu Te amo.

Jesus Cristo eu Te adoro, Te ofereço a minha vida.
Como eu Te amo

Espírito Santo eu Te adoro, Te ofereço a minha vida.
Como eu Te Amo.

Trindade Santa eu Te adoro, Te ofereço a minha vida.
Como eu Te Amo.



Bênção do Santíssimo

Oração

Senhor Jesus Cristo, que neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão, concedei-nos a graça de venerar de tal modo os mistérios do vosso Corpo e Sangue, que sintamos continuamente os frutos da vossa redenção. Vós que sois Deus, com o Pai, na unidade do Espírito Santo.




No Domingo o Santíssimo esteve exposto ao longo do dia, terminando assim este tempo de adoração com as Vésperas do Corpo e Sangue de Cristo seguidas da Eucaristia.



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